O pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, disse nesta segunda-feira (15) que não trabalha com a possibilidade de ter como seu vice o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) ou o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), hoje seus adversários na corrida presidencial. Ele declarou, no entanto, que "não faltam bons quadros" na direita para ocupar a vaga. Leia mais: "Eles estão com as candidaturas deles colocadas. Eu respeito, são pré-candidatos, têm os seus partidos. E, eu hoje não estou trabalhando com essa possibilidade", afirmou o senador durante fórum promovido pela revista Veja, na capital paulista. Caiado e Zema também participaram do evento. Flávio relatou que encorajou a candidatura de Caiado e defendeu a "unidade" do campo de oposição, seja no primeiro ou em eventual segundo turno. Os pré-candidatos afirmam que aquele que passar para a segunda volta do pleito contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá o apoio dos demais. "Tem que haver uma unidade para impedir que o Brasil pule de cabeça nesse precipício sem paraquedas, que seria uma reeleição do PT", disse o senador. Ele negou que tenha havido um pacto de não agressão entre ele e os pré-candidatos do PSD e do Novo — os três vêm demonstrado alinhamento em várias questões. "Têm nomes que obviamente a gente tem em mente [para vice]. Isso vai fazer parte de uma conversa com outros partidos, que estamos identificando agora. Mas o que eu posso falar é que certamente vamos ter um vice ou uma vice na nossa chapa que seja uma pessoa competente, que pense o Brasil como nós pensamos, que vá agregar à nossa composição, e não faltam bons nomes, bons quadros, não só no PL, como em outros partidos", afirmou Flávio. Em suas participações, Caiado e Zema também fizeram críticas ao governo Lula em áreas como economia, segurança pública e política externa. O goiano, por exemplo, relacionou os anos do PT no poder ao avanço das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Questionado sobre eventual contradição sua, por ter criticado a relação de Flávio com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mas mantido o discurso de que apoiará o senador se ele for ao segundo turno contra Lula, Zema negou incoerência. Segundo ele, "é indiscutível" que todos da direita se unirão contra a esquerda. "Agora, eu não posso concordar com algo de que eu discordo totalmente e não ficar indignado, como já expressei", completou o mineiro. Quando vieram à tona as conversas, Zema chamou de "imperdoável" a relação entre o senador e o fundador do Banco Master, mas depois foi pressionado por alas do partido Novo a baixar o tom, para não comprometer acordos regionais com o PL para a campanha deste ano.