Os pré-candidatos à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, e pelo PSD, Ronaldo Caiado, abriram discussões sobre uma eventual aliança entre eles, mas concordaram em continuar avaliando o cenário e deixar para depois a decisão sobre eventual composição de chapa. Os dois se encontraram nesta terça-feira (26), em São Paulo, para discutir o quadro eleitoral depois do recuo de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas, após o episódio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Interlocutores de Zema e Caiado dizem que ambos convergem na avaliação de que a direita precisa se unir no segundo turno para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seja quem for o candidato. Eles negam que tenha sido fechado qualquer acordo entre os dois presidenciáveis e dizem que cada um continuará tocando sua campanha. O período das convenções partidárias, que definirão as chapas, será entre 20 de julho e 5 de agosto. Nesta quarta-feira (27), questionado sobre o assunto durante entrevista à rádio Nova Difusora, Caiado disse que "existe esse sentimento" favorável a uma possível união com Zema, mas evitou discutir detalhes ou quem poderia ser vice de quem. "Ele é uma pessoa aberta, então nós estamos realmente avaliando", respondeu o ex-governador de Goiás. Caiado relatou que sua conversa com o ex-governador de Minas Gerais foi "muito produtiva" e falou sobre a necessidade de terem "cada vez mais encontros" e "mais análise de cenário". Indagado sobre os prejuízos para a oposição, com a revelação das conversas entre Flávio e o fundador do Banco Master, o presidenciável do PSD disse: "Não podemos deixar que nada quebre a unidade da centro-direita". Na manhã de terça, ao participar de encontro na Genial Investimentos, na Faria Lima, Zema também comentou a hipótese de uma aliança com Caiado e demonstrou simpatia à ideia, a partir de uma pergunta da plateia. O ex-governador de Minas disse que se dá "muito bem" com o adversário e, questionado sobre ser vice dele, devolveu: "Não pode ser o contrário?". Na mais recente pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira (22), Caiado atingiu 4% na simulação de primeiro turno, atrás de Lula (40%) e Flávio (31%). Zema registrou 3%, mesmo índice dos pré-candidatos Renan Santos (Missão) e Samara Martins (UP). Em eventual segundo turno, Caiado obteve 39%, ante 48% de Lula, e Zema marcou 39%, ante os mesmos 48% de Lula. Diante das especulações sobre uma eventual aglutinação, representantes das duas pré-candidaturas entraram em cena para reafirmar que eles mantêm as agendas previstas. Nos bastidores, aliados do goiano reagiram aos rumores de que o mais provável seria sua ida para a vice de Zema, dizendo que a configuração também poderia ser invertida. Um interlocutor do mineiro disse, sob reserva, que "não existe possibilidade de Zema ser vice". Outra fonte a par do assunto afirmou que "nenhum dos dois quer ser vice".
Zema e Caiado abrem diálogo sobre unir candidaturas, mas adiam definição
Interlocutores dizem que pré-candidatos ainda vão avaliar cenário eleitoral











