Ex-governador de Minas já foi cotado para compor chapa do PL, mas se distanciou do bolsonarismo depois das críticas proferidas a Flávio pela relação com Daniel Vorcaro Romeu Zema, em evento do partido Novo — Foto: TV Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 19:11 Romeu Zema Considera Aliança com Caiado e Afastamento de Flávio Bolsonaro O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, não descarta formar uma aliança com Ronaldo Caiado, do PSD, visando uma candidatura de direita, além de Flávio Bolsonaro. Zema, que já se afastou do bolsonarismo, destacou que possíveis composições serão decididas na data-limite para registro, em 15 de agosto. Zema critica a relação de Flávio com Daniel Vorcaro, gerando atritos com os Bolsonaros. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) disse que não descarta a possibilidade de construir uma aliança com Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, para viabilizar uma candidatura de direita para além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi proferida nesta terça-feira, durante a participação dele em um evento com investidores em São Paulo, na sequência das críticas proferidas pelo ex-mandatário mineiro ao parlamentar pela relação revelada com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Na ocasião, Zema disse que as conversas sobre as composições serão deixadas mais para frente, mencionando o prazo final, fixado pela Justiça Eleitoral para o dia 15 de agosto, para o registro de candidaturas e das chapas. Na ocasião, o ex-governador mineiro frisou que o cenário também poderá mudar até lá, mas disse que manterá a campanha até o final. — Essas conversas sempre ocorrem e, com toda certeza, o desfecho disso vai ser lá na data-limite. Porque, na política, é na meia-noite da data-limite que as coisas costumam ser definidas, infelizmente — disse Zema na ocasião. Zema também disse que "se dá bem com Caiado" e disse que "Goiás e Minas são estados quase gêmeos". Perguntado sobre a possibilidade de ocupar a vice na chapa do ex-governador goiano, ele questionou, em tom de brincadeira, se não poderia ser o contrário. — Eu gosto dele. No meu governo, criamos um consórcio, com sete governadores, e me dei muito bem com todos, inclusive com o Tarcísio. Goiás e Minas são quase estados gêmeos, com uma semelhança muito grande — afirmou. Na última rodada da pesquisa Datafolha, divulgada na semana passada, o ex-governador mineiro contabilizou 3% das intenções de voto e Caiado teve 4%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 40% e Flávio registrou 31%. No passado, Zema chegou a ser cotado por integrantes do PL como um possível vice para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas a relação dele com o bolsonarismo se deteriorou nas últimas semanas. Os atritos tiveram início após as críticas proferidas por ele contra Flávio depois da revelação dos áudios enviados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O embate também chegou aos irmãos do senador pelas redes sociais. Em resposta a um comentário feito por Zema, quando ele disse que quem votará no senador para a Presidência estará entregando a eleição para a esquerda, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) escreveu em um post no X que "está para conhecer sujeito mais baixo que esse". "Tentamos e, na primeira oportunidade, vem mais uma facada! E não me venham falar que isto é pontual, pois não é", rebateu Carlos. "Este sujeito está cada dia fazendo a chance de seu partido se desintegrar de forma brutal. E os que o apoiam de forma velada ou se mantêm inertes, se mostram cada vez de forma mais cristalina o que pretendem fazer com o país", completou. Já o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se referiu ao ex-governador como "papel higiênico da esquerda" em uma publicação também pela rede social.