Ex-governador de Minas afirmou, no entanto, que poderia apoiar o senador depois do primeiro turno: 'Estarei no segundo turno trabalhando contra o PT' O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, em reunião no Planalto no governo Bolsonaro — Foto: Marcos Corrêa/PR RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/05/2026 - 14:19 Zema critica encontro de Flávio Bolsonaro com banqueiro Vorcaro, mas sinaliza apoio eventual a Bolsonaro contra PT Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência pelo Novo, criticou o encontro entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, chamando Vorcaro de "o maior bandido do Brasil". Apesar disso, Zema admitiu que poderia apoiar Bolsonaro em um eventual segundo turno contra o PT. As declarações ocorreram em evento da Amcham Brasil, com a presença de outros presidenciáveis. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato a presidente pelo Novo, Romeu Zema, afirmou nesta segunda-feira (25) que considera preocupantes os diálogos e o encontro entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, tornados públicos há duas semanas. – Para mim, quem se aproximou de banqueiro bandido é um mau sinal. Gambá cheira gambá. Eu sempre escutei isso no interior – afirmou Zema, durante uma palestra em São Paulo. Logo depois, aos jornalistas, quando questionado sobre o tema, o ex-governador subiu o tom, afirmou que Vorcaro é "o maior bandido do Brasil" e previu que a direita "sofrerá" mais em 2026 do que há quatro anos. – Como eu já disse, eu fiquei muito decepcionado com tudo que aconteceu, né? Alguém que tem um relacionamento tão próximo com um banqueiro bandido, que é como eu considero o senhor Vorcaro, o maior bandido do sistema financeiro da história do Brasil e provavelmente um dos maiores do mundo, é muito preocupante. E se em 2022 já foi difícil para a direita, com esse escândalo agora, fica muito mais ainda. Porque em 2022 nós não tivemos nada que se assemelhasse a isso – disse Zema. Para ele, a queda pontual de Flávio nas pesquisas já é reflexo do escândalo do Banco Master. Segundo o último Datafolha, publicado na sexta-feira (22), Lula abriu nove pontos de vantagem a Flávio, no primeiro turno, depois dos diálogos. No segundo turno, o petista venceria o senador por 47% a 43%. – Então eu fico muito preocupado em que nós estejamos entregando para a esquerda mais uma vez essa eleição. E essas últimas pesquisas demonstraram que quem está votando no Flávio, muito provavelmente vai estar entregando a eleição para o Lula, que manteve o seu posicionamento enquanto ele caiu. Isso se não surgir mais nada daqui por diante. O pré-candidato do Novo afirma, porém que poderá apoiar o senador Flávio Bolsonaro, em um eventual segundo turno, a despeito de suas falas contra o encontro dele com Vorcaro. Nesta segunda, Zema respondeu a uma pergunta se não seria incoerente de sua parte criticar Flávio agora e apoiá-lo depois. – Aqui no Brasil nós vamos ter a mesma situação do Chile. O Chile teve vários pré-candidatos pela direita e no segundo turno todos estavam unidos contra a esquerda. Aqui no Brasil eu estarei no segundo turno trabalhando contra o PT. Estarei, como candidato que foi para o segundo turno, ou junto com outro candidato – finalizou o pré-candidato. As declarações de Romeu Zema foram feitas durante sua participação em encontro de presidenciáveis promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, que é pré-candidato a presidente pelo PSD, também esteve presente. Ao contrário do colega mineiro, Caiado se esquivou das perguntas sobre as conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.