O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo) encontraram-se pela primeira vez, nesta terça-feira (2), desde que o ex-governador criticou o senador por ter pedido dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os pré-candidatos a presidente participam de uma exposição agropecuária em Belo Horizonte. Em seu discurso, Flávio fez um aceno à união entre as candidaturas de direita, em referência também ao ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato pelo PSD. Caiado também participou da abertura do evento na capital mineira, o Megaleite. "Nós três temos uma grande responsabilidade de tirar o braço das mãos sujas do PT, e isso vai continuar sempre, independente das pedradas", disse Flávio. O senador disse que leva "pedradas" do PT e que Caiado e Zema também serão alvos. "A gente está do lado do Zema, a gente está do lado do bem", acrescentou. Antes do início do evento, os pré-candidatos brindaram com leite, em homenagem ao agronegócio. Após o site Intercept Brasil revelar a existência de um áudio e mensagens de texto em que Flávio cobra de Vorcaro o envio de dinheiro para o filme, Zema disse que o episódio era "imperdoável". Antes da reportagem, o pré-candidato do Novo estava entre os contatos para ser vice de Flávio. O senador disse não haver irregularidades na tratativa e prometeu apresentar o contrato e a prestação de contas dos R$ 61 milhões repassados pelo dono do extinto Banco Master. O pré-candidato do Novo, no entanto, manteve as críticas e chegou a dizer que "gambá cheira a gambá" e que a candidatura de Flávio poderia favorecer a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A exemplo do que já disse em outras ocasiões, o senador disse que Zema se precipitou nas declarações e defendeu a união dos candidatos contra o PT. "Acho que o Zema se precipitou. Tenho convicção de que tanto Zema quanto Caiado e qualquer outro candidato de centro-direita estarão unidos, porque temos que impedir que o Brasil quebre nas mãos do PT", afirmou Flávio. O senador voltou a afirmar que é preciso "libertar" os mais de 50 milhões de brasileiros que vivem em áreas dominadas pelo PCC e pelo Comando Vermelho. Flávio também defendeu a redução da carga tributária e disse que vai trabalhar no Congresso para aprovar o projeto de lei que garante a renegociação das dívidas dos produtores rurais, e garante maior contingenciamento do orçamento do para garantir recurso nas emergências ambientais. "A partir de 2027, com certeza, teremos um governo federal, um presidente da República que vai investir em tecnologia", concluiu.