É oficial —a Flip 2026 reuniu o maior público de sua história, uma suspeita que já rondava quem caminhava pelas ruas de Paraty desde a última quarta-feira, quando a festa começou. Foram 40 mil visitantes no festival literário deste ano, 5 mil a mais que na edição anterior, segundo os dados da prefeitura.
Se o número denota um inegável sucesso, também alerta para uma preocupação cada vez mais aguda entre os organizadores —como fazer uma festa tão grande, num centro histórico com capacidade limitada, continuar agradável para o seu público?
Afinal, conversar com leitores que visitavam Paraty era ouvir, ao lado de elogios admirados por autores, reclamações constantes sobre as filas e desorganização.
Paraty vira uma espécie de meca dos fãs de literatura nos dias de julho em que a festa costuma acontecer —e a variedade de autores e mesas, agora, é maior do que nunca. Houve um recorde de 46 casas parceiras, com programação paralela à principal, e a estimativa do diretor artístico da Flip, Mauro Munhoz, era que houvesse quase mil eventos programados para os cinco dias.
Em conversa com jornalistas no encerramento, neste domingo (26), outra questão ainda veio à tona, aquilo que os organizadores chamaram de "casas piratas", que montam programação sem firmar parceria com a Associação Casa Azul, responsável pela Flip.














