Esta será a maior Flip de todas, mas não necessariamente pelo que se verá no palco principal do centro histórico de Paraty.

A edição da festa literária que começa nesta quarta-feira (22) bateu um recorde de 46 casas parceiras com programações paralelas. Para comparação, foram 35 casas afiliadas no ano passado e 29 no anterior.

Todo mundo que já flanou por Paraty durante a Flip —evento cultural que abarrota a cidade fluminense de menos de 50 mil habitantes com dezenas de milhares de visitantes— certamente experimentou a sensação de desnorteio pelo excesso de mesas acontecendo ao mesmo tempo.

Dessa vez, o sentimento deve ser ainda mais agudo, porque os eventos contabilizados durante os cinco dias de festival se aproximam de mil. Quem estima é o criador e diretor artístico da Flip, Mauro Munhoz, que enxerga um crescimento orgânico dos parceiros ao longo dos anos.

"A gente está muito feliz com essa procura, porque é um sinal de sucesso da Flip", afirma o arquiteto que dirige a Associação Casa Azul, responsável pela festa. "É uma complementaridade muito saudável. O interesse de montagem das programações é muito diferente. Por isso se chama casa parceira: é uma colaboração, não uma concorrência."