Política cambial como instrumento industrial não salva quem não é competitivo — Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo No artigo anterior1, decompus a queda da participação da indústria brasileira nos três canais da identidade de Baldwin e mostrei que perdemos em todos os três ao mesmo tempo, com a penetração de importados à frente, um padrão que nenhum país do G7 exibiu. E deixei uma objeção no ar: se não foi o apetite, como nos Estados Unidos, os três canais não seriam, no fundo, obra do câmbio sobrevalorizado dos ciclos de commodities? A resposta está no nível dos setores, e é desfavorável à tese cambial por uma razão simples de enunciar: o câmbio é um preço único, igual para todas as fábricas, mas o dano foi seletivo.

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