Nosso sistema tributário tem contribuído para ampliar as dificuldades enfrentadas pela indústria nacional — Foto: Divulgação A participação da indústria de transformação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu de 15,7% em 1995 para apenas 9,8% em 2022. Trata-se de uma das transformações estruturais mais importantes da economia brasileira nas últimas décadas e que continua a desafiar economistas e formuladores de políticas públicas. Em artigo recentemente publicado na Revista Brasileira de Economia da Fundação Getulio Vargas, Edmar Bacha e coautores analisam duas das explicações mais frequentemente utilizadas para compreender esse fenômeno: a chamada doença holandesa e a desindustrialização prematura. Embora ambas encontrem respaldo estatístico na análise realizada, os resultados mostram que nenhuma delas consegue explicar a magnitude da queda observada da indústria no PIB. As variações cambiais associadas à doença holandesa, por exemplo, teriam produzido efeitos que favoreceriam a reindustrialização em determinados períodos.

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