A indústria de transformação prevê um agravamento da perda de espaço dos produtos nacionais no mercado brasileiro em 2026 e cobra do governo federal medidas mais duras de defesa comercial contra importações, sobretudo chinesas.
A coalizão atribui o cenário ao que chama de "importações predatórias" e à perda de competitividade sistêmica da indústria brasileira. De acordo com a Coalizão Indústria, o problema não é a importação em si, mas a entrada de produtos estrangeiros em condições consideradas desleais, muitas vezes beneficiados por subsídios, custos menores de produção e diferenças tributárias.
A preocupação da coalizão ocorre em meio ao contexto da derrubada, pelo governo Lula (PT), do imposto de importação sobre compras internacionais de pequeno valor, popularmente conhecido como "taxa das blusinhas". A medida desencadeou reação negativa do varejo nacional e mais pressão por parte da indústria brasileira, que alega desigualdade tributária no comércio eletrônico.
Segundo estimativa apresentada pela Coalizão Indústria em entrevista coletiva realizada na última terça-feira (12) em São Paulo, o déficit da balança comercial de manufaturados deve atingir US$ 146,4 bilhões em 2026, acima do saldo negativo de US$ 134 bilhões registrado em 2025, o que é preocupante dada a correlação histórica entre o desempenho da indústria de transformação e a expansão do PIB brasileiro.












