A redução de tarifas das duas maiores economias do mundo afetam bilhões em mercadorias Contêineres com mercadorias no porto de Nanquim, na província de Jiangsu, no leste da China — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/05/2026 - 02:47 China e EUA negociam cortes tarifários e ampliam cooperação econômica A China anunciou negociações com os EUA para reduzir tarifas, impactando bilhões em mercadorias. Após uma guerra comercial prolongada, ambos os países concordaram em discutir um acordo para cortes tarifários recíprocos. A China também planeja restabelecer registros de exportadores de carne bovina dos EUA e confirmou a compra de 200 aeronaves da Boeing. As negociações visam resolver preocupações mútuas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A China concordou em trabalhar com os Estados Unidos para reduzir as tarifas que afetam dezenas de bilhões de dólares em mercadorias de ambos os lados, de acordo com um comunicado oficial chinês divulgado na quarta-feira, poucos dias após a visita do presidente Donald Trump a Pequim. As duas maiores economias do mundo passaram grande parte de 2025 envolvidas em uma guerra comercial cada vez mais intensa, até que os dois líderes chegaram a uma trégua de um ano durante sua reunião na Coreia do Sul, em outubro. Como resultado da cúpula da semana passada, foi estabelecido um conselho comercial, sob cujos auspícios "ambos os lados concordaram em princípio em discutir um acordo-quadro para a redução recíproca de tarifas sobre produtos de escala equivalente", de acordo com o comunicado distribuído pelo Ministério do Comércio chinês. Os cortes tarifários planejados afetarão mercadorias avaliadas em "US$ 30.000 ou mais para cada lado", acrescentou o documento, que foi publicado online e atribuído a um funcionário anônimo. A China espera que "os Estados Unidos honrem os compromissos" assumidos durante a recente rodada de negociações, afirmou o Ministério do Comércio, e pediu a prorrogação dos acordos de trégua comercial firmados no ano passado. O Ministério do Comércio também anunciou que o gigante asiático irá restabelecer os registros de alguns exportadores de carne bovina dos EUA, que expiraram no ano passado, no auge das tensões com Washington. Confirmando outro resultado da cúpula Xi-Trump, o ministério informou que a China comprará 200 aeronaves da gigante aeroespacial americana Boeing, embora não tenha especificado o modelo. Veículos de imprensa americanos já haviam noticiado há meses que Pequim estava prestes a fazer um grande pedido à Boeing, que incluiria 500 aeronaves 737 MAX de corredor único e cerca de 100 aeronaves 787 Dreamliner e 777. Em relação ao fornecimento de elementos de terras raras, um setor crucial dominado pela China e sujeito a severas restrições à exportação implementadas no ano passado, o comunicado não forneceu muitos detalhes. "Ambas as partes trabalharão juntas para estudar e resolver as preocupações legítimas e legais de cada uma", disse ele.
China anuncia negociações com os EUA para reduzir tarifas
A redução de tarifas das duas maiores economias do mundo afetam bilhões em mercadorias










