Se atingido o objetivo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aumentar a exportação de carne bovina americana para os chineses, o saldo também será positivo para o Brasil.
Esta é a avaliação de membros do governo Lula e do setor privado ouvidos pela Folha, que lidam com a iminente queda nas exportações da commodity em decorrência da medida de salvaguarda imposta pela China no final do ano passado, e o mais recente movimento da União Europeia de vetar a entrada de proteínas animais na região ao retirar o Brasil da lista de países habilitados para exportação.
Os interlocutores afirmam que a venda da carne bovina brasileira para os Estados Unidos tem sido vista pelo setor como um bote salva-vidas diante dos dois problemas, uma vez que o país atingiu seu menor rebanho em 75 anos e não tem carne suficiente para alimentar sua própria população, dependendo da importação.
Caso os frigoríficos americanos voltem a ampliar os níveis de importação para a China, haverá um vácuo no mercado doméstico e abertura para a entrada dos produtos brasileiros, segundo técnicos. O movimento também poderia abrir canais de venda para outras nações que já fazem negócio com os EUA e podem ser preteridas para que priorizem negócios com Pequim, que tem alta demanda pelo produto.








