Efeito Trump faz Europa considerar nova arquitetura nuclear e mais países cogitam fazer uma bombaA França anunciou uma nova estratégia nuclear e países como Suécia e Polônia cogitam construir armas nucleares próprias em meio a instabilidade de Donald Trump. Crédito: EstadãoGerando resumoOs Estados Unidos planejam divulgar, nesta quarta-feira, 22, um acordo com a Arábia Saudita que concederia ao país um programa nuclear civil, segundo relatos da imprensa americana. O anúncio deve ser feito em meio à retomada dos combates entre a gigante petrolífera do Golfo e os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, no Iêmen.Citando duas autoridades americanas não identificadas, o The New York Times noticiou na terça, 21, que o governo Trump planeja assinar e anunciar formalmente o pacto com os sauditas. O governo republicano teria afirmado que o acordo traria bilhões de dólares para a indústria nuclear americana.O presidente Donald Trump e o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman Al Saud. Foto: Daniel Torok/White HousePUBLICIDADEUma cláusula do acordo, previsto para ter validade de 30 anos, estipula que empresas americanas podem construir uma instalação de enriquecimento de urânio na Arábia Saudita se um estudo conjunto determinar que a ação é justificada, informou o The Wall Street Journal.Mas deputados democratas e republicanos, além de autoridades israelenses, seriam contra o programa nuclear civil para a Riade, temendo que, eventualmente, se torne um programa para o desenvolvimento de armas nucleares.O acordo deve ser submetido ao Congresso nos próximos dias, mas a aprovação não é necessária para que entre em vigor.A Arábia Saudita e os houthis trocaram ataques na semana passada pela primeira vez em anos, colocando em risco o cessar-fogo de 2022. Os rebeldes têm permanecido em grande parte à margem desde que Israel e os Estados Unidos atacaram o Irã no final de fevereiro. /AFPPublicidadeLeia mais:Lituânia avança para retirar veto constitucional a armas nucleares no paísEstudo alerta para 'corrida armamentista nuclear’ após gastos com armas superarem R$ 600 bi em 2025Se começar, a corrida armamentista nuclear será imparável, diz diretor da AIEA