Os Estados Unidos anunciaram, nesta quarta-feira (22), um acordo de cooperação nuclear para fins civis com a Arábia Saudita. O secretário de Energia americano, Chris Wright, assinou o pacto e um texto separado sobre salvaguardas, juntamente com o ministro de Energia saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman.

"Juntos, esses dois acordos estabelecem a base jurídica para uma parceria multibilionária de várias décadas que promove diversos objetivos econômicos e estratégicos prioritários, incluindo a não proliferação nuclear", escreveu o Departamento de Energia dos EUA em comunicado.

O anúncio desperta preocupações em Israel de que a iniciativa possa desencadear uma corrida armamentista no Oriente Médio e evidencia como os EUA estão traçando seu próprio caminho na região, independentemente de Tel Aviv.

O acordo, divulgado pela primeira vez na terça, poderá permitir que a Arábia Saudita enriqueça seu próprio combustível para reatores nucleares. A possibilidade surpreendeu muitos em Israel, que mantém um programa nuclear militar não declarado, além de operar um reator de pesquisa reconhecido oficialmente.

Embora a Arábia Saudita venha há muito tempo pressionando por acesso à tecnologia nuclear dos EUA, o governo de Joe Biden havia condicionado isso, em parte, à aceitação saudita de estabelecer relações diplomáticas com Israel —um dos principais objetivos do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu.