Medida foi anunciada após os inimigos regionais trocarem ataques pela primeira vez em anos na semana passada 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Apoiadores do movimento Houthi, apoiado pelo Irã, exibem suas armas durante um protesto em Sanaa, em 17 de julho de 2026, contra o que o grupo descreve como restrições impostas pela coalizão liderada pela Arábia Saudita — Foto: Mohammed Huwais/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/07/2026 - 10:33 Rebeldes Houthis Impõem Bloqueio Naval à Arábia Saudita Após Conflitos Recentes O grupo rebelde Houthi anunciou um bloqueio naval contra a Arábia Saudita após recentes trocas de ataques entre os dois lados, interrompendo uma fase de relativa calma desde 2022. A decisão, descrita como uma resposta ao bloqueio saudita a portos e aeroportos controlados pelos houthis no Iêmen, intensifica a tensão na região. O conflito no Iêmen é visto como uma guerra por procuração entre Irã e Arábia Saudita, refletindo rivalidades sectárias mais amplas no Oriente Médio. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O grupo rebelde Houthi, aliado do Irã no Iêmen como parte do "Eixo da Resistência", anunciou nesta segunda-feira que vai impor um embargo marítimo contra a Arábia Saudita, elevando a tensão após ataques trocados pelos rivais históricos na semana passada — que interromperam pela primeira vez em anos uma frente de conflito que permanecia relativamente inativa desde 2022, em comparação a confrontos de alta intensidade em outras partes do Oriente Médio. — [Está declarado] um embargo marítimo contra o inimigo criminoso saudita, com base na lógica de 'olho por olho', com efeito imediato a partir da emissão desta declaração — afirmou o porta-voz militar houthi Yahya Saree em um comunicado em vídeo. Segundo ele, a medida é uma resposta ao bloqueio saudita a "portos e aeroportos" controlados pelos houthis e ao ataque ao aeroporto de Sanaa na semana passada, acrescentando que eles responderão "ao bloqueio com um bloqueio". — Qualquer ato imprudente cometido pelo irresponsável inimigo saudita por meio de qualquer escalada será respondido com uma escalada abrangente e decisiva — acrescentou Saree. Entre os países mais pobres do mundo e diante de uma crise humanitária avaliada por agências internacionais como uma das mais graves ao longo da última década, o Iêmen convive com uma guerra civil desde 2014, entre os houthis e o governo internacionalmente reconhecido do país, apoiado pela Arábia Saudita. Enquanto Riad ofereceu apoio militar e político ao governo iemenita, os houthis são amplamente apoiados pelo Irã, em uma dinâmica que já foi descrita por analistas como uma guerra por procuração entre as principais lideranças dos mundos sunita e xiita. As hostilidades voltaram a se intensificar na semana passada, quando o governo oficial afirmou ter atacado o aeroporto de Sanaa — a capital ocupada pelos houthis — para impedir a chegada de um voo vindo do Irã com uma delegação do grupo. Os houthis responsabilizaram a Arábia Saudita pelo ataque e dispararam mísseis contra um aeroporto na cidade saudita de Abha, no sul do país. Há mais de uma década, aeronaves que entram no espaço aéreo do Iêmen precisam de autorização prévia da coalizão liderada pela Arábia Saudita. Como parte do contexto da guerra em Gaza, os houthis atacaram anteriormente embarcações no Golfo de Áden e no Mar Vermelho, rota marítima que dá acesso à Europa por meio do Canal de Suez, obrigando navios a fazerem longos desvios ao redor da África. O Mar Vermelho também abriga o porto saudita de Yanbu, por onde Riad conseguiu exportar milhões de barris de petróleo, contornando o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz e do Golfo pelo Irã durante sua guerra contra os Estados Unidos.