Grupo acusa o reino de ter bombardeado, na segunda-feira, um aeroporto sob seu controle, rompendo uma trégua de quatro anos entre as duas partes Um seguidor dos Houthis observa durante uma manifestação pró-Irã, em meio ao conflito entre EUA e Israel com o Irã, em Sanaa, Iêmen, em 6 de abril de 2026. — Foto: REUTERS/Khaled Abdullah/Foto de Arquivo O líder dos houthis do Iêmen, Abdul Malik al-Houthi, afirmou nesta quinta-feira que todas as instalações petrolíferas e outras infraestruturas estratégicas da Arábia Saudita passarão a ser alvo de mísseis e drones do grupo caso Riad participe do que classificou como uma "agressão abrangente" contra o Iêmen e promova uma escalada do conflito. Os houthis dispararam mísseis contra a Arábia Saudita depois de acusarem o reino de bombardear, na segunda-feira, um aeroporto sob seu controle, rompendo uma trégua de quatro anos entre as duas partes. Mais cedo, a Reuters informou que o Irã pediu ao grupo iemenita que esteja preparado para fechar a rota de exportação de petróleo pelo Mar Vermelho caso os Estados Unidos ataquem a infraestrutura energética iraniana, abrindo uma nova frente na guerra e ampliando os riscos para o abastecimento global de energia. Com o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz imposto por Teerã após os ataques de Israel e dos Estados Unidos, em 28 de fevereiro, a Arábia Saudita passou a redirecionar a maior parte de suas exportações de petróleo para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho. Atualmente, mais de 70% dos embarques diários de petróleo bruto do país utilizam essa rota. Segundo dados das consultorias Kpler e Signal Ocean, os embarques a partir de Yanbu alcançaram média de 4 milhões de barris por dia nas últimas semanas, ante cerca de 973 mil barris diários no mesmo período do ano passado. Uma imagem de satélite mostra o Estreito de Bab el-Mandeb, uma importante via navegável e porta de entrada para o Mar Vermelho, enquanto o Irã ameaça usar seus aliados houthis no Iêmen para fechar o estreito — Foto: NASA Worldview/Divulgação via REUTERS. Ao todo, 7,4 milhões de barris por dia de petróleo e derivados passaram pelo estreito de Bab el-Mandeb (localizado no extremo sul do Mar Vermelho, ligando-o ao Golfo de Áden e, por consequência, ao Oceano Índico) em junho — cerca de 7% da produção mundial de petróleo, segundo a Kpler. Um ano antes, o volume era de 4,2 milhões de barris diários. O corredor tornou-se essencial para compensar as restrições em Ormuz e ajudar a conter a alta dos preços do petróleo. Na semana passada, a Reuters informou que a Arábia Saudita estuda ampliar seu oleoduto até a costa do Mar Vermelho. Nesse contexto, uma interrupção prolongada da navegação em Bab el-Mandeb por ataques houthis a navios ou instalações portuárias representaria um novo choque para o mercado global de energia.
Líder houthi ameaça instalações petrolíferas da Arábia Saudita em caso de escalada no Iêmen
Grupo acusa o reino de ter bombardeado, na segunda-feira, um aeroporto sob seu controle, rompendo uma trégua de quatro anos entre as duas partes














