Porta-voz militar do grupo que controla norte do Iêmen classificou os ataques como uma 'agressão flagrante' e afirmou que eles encerraram um período de desescalada Fumaça sobe após um ataque aéreo, depois que o Ministério da Defesa do Iêmen afirmou que suas forças armadas alvejaram a pista do Aeroporto Internacional de Sanaa , em Sanaa , Iêmen, em 13 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Khaled Abdullah O movimento houthi, que controla o norte do Iêmen, acusou a Arábia Saudita nesta segunda-feira de realizar ataques aéreos contra o aeroporto internacional de Sanaa e prometeu retaliar, colocando à prova a trégua no conflito de longa duração entre o reino saudita e o grupo alinhado ao Irã. O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, classificou os ataques como uma "agressão flagrante" e afirmou que eles encerraram um período de desescalada. Segundo ele, a potência regional Arábia Saudita arcará com as consequências e o ataque não ficará sem resposta. A autoridade de aviação civil do governo iemenita internacionalmente reconhecido determinou o fechamento de todos os aeroportos do país ao tráfego aéreo até novo aviso. O gabinete de comunicação do governo saudita não respondeu de imediato às acusações. Mais cedo nesta segunda-feira, o Ministério da Defesa do governo iemenita internacionalmente reconhecido afirmou que suas Forças Armadas atingiram a pista do Aeroporto Internacional de Sanaa para impedir o pouso de uma aeronave iraniana. Posteriormente, um porta-voz das Forças Armadas informou que o avião pousou em segurança no aeroporto de Hodeidah, controlado pelos houthis. O governo, que atua a partir da cidade portuária de Áden, no sul do país, conta com o apoio da Arábia Saudita e de outros Estados do Golfo. O Iêmen enfrenta há mais de uma década uma guerra civil e um conflito por procuração envolvendo potências regionais, desde que os houthis tomaram a capital e forçaram o governo internacionalmente reconhecido a se transferir para o sul. Após anos de combates entre a coalizão liderada pela Arábia Saudita e os houthis, que provocaram uma das piores crises humanitárias do mundo, a trégua firmada em 2022 vinha sendo amplamente respeitada, apesar da escalada regional ligada à guerra entre Israel e Gaza, que levou os houthis a atacar embarcações no Mar Vermelho, e do conflito envolvendo o Irã. A guerra civil no Iêmen, que já dura mais de dez anos, voltou a se intensificar no ano passado depois que um movimento separatista apoiado pelos Emirados Árabes Unidos avançou por territórios no sul do país, fragmentando a coalizão liderada pela Arábia Saudita, criada para combater os houthis. Moammar bin Mutahar Al-Eryan, ministro da Informação do governo internacionalmente reconhecido, afirmou que os houthis estão retendo uma aeronave do Comitê Internacional da Cruz Vermelha no aeroporto de Sanaa, além de manter sob custódia seu piloto e copiloto. Também nesta segunda-feira, o ministro da Defesa do governo disse que haviam se esgotado os esforços diplomáticos para convencer o Irã e os houthis a interromper o que classificou como violações do espaço aéreo iemenita por aeronaves iranianas. Segundo ele, as forças governamentais responderão "por todos os meios disponíveis" a qualquer aeronave hostil que viole o espaço aéreo do Iêmen e responsabilizou o Irã pela situação.
Houthis acusam Arábia Saudita de atacar aeroporto de Sanaa e prometem retaliação
Porta-voz militar do grupo que controla norte do Iêmen classificou os ataques como uma 'agressão flagrante' e afirmou que eles encerraram um período de desescalada











