PUBLICIDADE Três embarcações alteraram seus trajetos após rebeldes iemenitas ameaçarem retomar ataques contra navios que utilizem portos da Arábia Saudita 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Apoiadores iemenitas do movimento Houthi, apoiado pelo Irã, seguram retratos do líder Houthi Abdul-Malik al-Houthi durante um protesto contra o que o grupo descreve como restrições impostas pela coalizão liderada pela Arábia Saudita a áreas do Iêmen controladas pelos Houthis, em Sanaa, em 17 de julho de 2026 — Foto: MOHAMMED HUWAIS / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/07/2026 - 14:50 Petroleiros Mudam Rotas no Mar Vermelho após Ameaças Houthis Três petroleiros alteraram suas rotas no Mar Vermelho após ameaças dos rebeldes houthis, do Iêmen, de atacar navios ligados à Arábia Saudita. A situação agrava tensões na região, crucial para exportações de petróleo, e ocorre em meio a tentativas de mediação entre Irã e EUA. O superpetroleiro Xin Long Yang interrompeu sua jornada à China, enquanto outras embarcações também desviaram seus trajetos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Três petroleiros fizeram meia-volta no sul do Mar Vermelho após ameaças dos rebeldes houthis, do Iêmen, aliados do Irã, de atacar embarcações com destino ou origem em portos da Arábia Saudita, colocando em risco uma rota crucial para as exportações de petróleo do reino. Um desses navios, o superpetroleiro Xin Long Yang, deixou o porto saudita de Yanbu na segunda-feira transportando cerca de 2 milhões de barris de petróleo bruto saudita para a China. A embarcação interrompeu sua viagem antes de alcançar a fronteira marítima com o Iêmen na manhã de terça-feira e foi vista pela última vez navegando em direção ao norte, segundo dados de rastreamento marítimo compilados pela Bloomberg. As mudanças de rota evidenciam como as ameaças dos houthis podem comprometer as exportações de petróleo saudita pelo corredor do Mar Vermelho, que se tornou uma alternativa estratégica depois que a guerra envolvendo o Irã provocou graves interrupções no transporte marítimo a partir dos portos do Golfo Pérsico. Um petroleiro do tipo aframax chamado Rodos, administrado pela empresa Dynacom Tankers Management Ltd. e transportando cerca de 700 mil barris de petróleo, também abandonou sua rota original para a Índia. Após inverter o curso, a embarcação abandonou a rota para Mangalore e passou a seguir em direção ao Canal de Suez. A operadora grega já teve dois de seus navios atacados nos últimos dias durante travessias pelo Estreito de Ormuz. O petroleiro paquistanês Lahore, que transportava petróleo para Karachi, também parece ter suspendido sua viagem após deixar Yanbu na segunda-feira. As embarcações ainda poderiam seguir para a Ásia por uma rota muito mais longa, passando pelo Canal de Suez e pela costa oeste da África. No entanto, o superpetroleiro teria de descarregar cerca de metade de sua carga no oleoduto Sumed, que atravessa o Egito ligando o Mar Vermelho à costa mediterrânea do país, antes de poder cruzar o Canal de Suez. Depois, precisaria recarregar o petróleo no terminal de Sidi Kerir para prosseguir viagem. Esse trajeto aumentaria a distância percorrida de cerca de 11 mil quilômetros para mais de 27 mil quilômetros. A rota original para a China passaria pelo estreito de Bab el-Mandeb, passagem estratégica que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e ao Mar da Arábia. Na segunda-feira, os houthis anunciaram que retomariam os ataques contra embarcações na região, mirando especificamente petroleiros que utilizem portos sauditas. O episódio ocorre após o colapso de um acordo de paz provisório entre os Estados Unidos e o Irã. Desde então, Teerã realizou ataques contra embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz e contra bases americanas em países vizinhos, enquanto Washington lançou sucessivas ofensivas contra território iraniano. A base de dados marítimos Equasis mostra que o Xin Long Yang é administrado pela empresa chinesa Cosco Shipping, sediada em Xangai. A companhia não respondeu aos pedidos de comentário enviados por e-mail. A Dynacom e a proprietária do Lahore, a estatal Pakistan National Shipping Corporation, também não responderam imediatamente aos contatos da Bloomberg.