O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou neste sábado (18) que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pratica advocacia administrativa e que a esposa do magistrado recebe dinheiro "para fingir que está advogando".
As declarações foram feitas em evento do PL em Vitória (ES), um dia após Moraes ampliar as restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado —o magistrado proibiu o ex-mandatário de fazer contatos políticos até o fim das eleições de 2026 e de divulgar novos manifestos político-eleitorais, além de manter a suspensão de visitas de Flávio por 90 dias."Por que que a esposa dele [Moraes] recebe R$ 129 milhões para fingir que está advogando? Ele faz advocacia administrativa e não responde por isso", disse o pré-candidato em sua fala em Vitória.
O Código Penal define advocacia administrativa como o crime de "patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário". A pena estabelecida é de detenção de um mês a um ano, além de multa.
Moraes foi procurado pela reportagem para se manifestar sobre a declaração do senador, mas não se pronunciou até o momento. O escritório Barci de Moraes, que tem Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, como sócia, disse que não comentará a fala.















