O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifeste sobre possível propaganda eleitoral antecipada do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A decisão, publicada nesta segunda-feira 13, resulta do vídeo nas redes sociais no qual Flávio lê uma carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar após ser condenado por liderar a tentativa de golpe de Estado.

Moraes ressaltou que a conduta do senador serviu como “instrumento de promoção política de sua pré-candidatura” e se utilizou de “expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto”, prática proibida pela legislação até 16 de agosto.

Caberá ao procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, responder ao STF.

“É imperdível, um recado muito importante que ele quer dar a toda a nossa nação”, disse Flávio na gravação. No entendimento de Moraes, o vídeo sugere que Jair tinha “plena ciência de que sua carta seria divulgada em redes sociais”, configurando desrespeito às medidas cautelares a que está submetido.