Senador reivindica direito de visitar Bolsonaro e afirma que pai já publicou outras cartas antes Senador Flávio Bolsonaro em transmissão para falar sobre decisão de Moraes que o proíbe de visitar Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/YouTube - Flávio Bolsonaro O pré-candidato ao Palácio do Planalto Flávio Bolsonaro disse ter sido surpreendido pela decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu visitas de Flávio ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por 90 dias. O senador classificou a medida como “desproporcional”, “desarrazoada”, e acusou o ministro de interferir no processo eleitoral. Flávio argumenta que a decisão impede que ele converse com o pai até depois do primeiro turno das eleições e acusa o magistrado de atuar para deixar o ex-presidente incomunicável. “Decisão política, absurda, abstrata e inconstitucional”, declarou. Flávio afirmou ainda que acionou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que a entidade defenda as prerrogativas como advogado. “Eu sou advogado do presidente Bolsonaro nos autos e o Alexandre de Moraes ignorou isso também”, disse. “Já conversei com a OAB para que eles defendam minhas prerrogativas como advogado”, completou. “Está muito claro que o que Alexandre de Moraes quer é tirá-lo [Jair Bolsonaro] da domiciliar a qualquer custo, deixá-lo incomunicável”, declarou o senador. Em uma transmissão nas redes sociais, Flávio argumentou que outras cartas do ex-presidente Jair Bolsonaro já foram publicadas nas redes sociais – e que não houve questionamentos. O senador sustentou que esta foi a quinta vez que Bolsonaro escreveu uma carta tornada pública. Flávio citou primeira carta foi divulgada no Natal, quando Bolsonaro confirmou sua indicação como candidato, outra foi publicada por Michelle Bolsonaro em fevereiro, quando ele fez declarações por aniversário de casamento. “Mas, como foi a Michelle que publicou, nenhum problema”, disse. Em uma terceira carta, Bolsonaro defendeu a ex-primeira-dama e lamentou ataques de aliados e a quarta tratava das eleições em Mato Grosso do Sul. "Foi a quinta vez que ele escreveu uma carta. E por que dessa vez ele resolveu questionar?", disse. "Qual a diferença de publicar na minha rede, na da Michelle, no Jornal Nacional ou em veículos de imprensa?", acrescentou. "O que eu percebo é que Alexandre de Moraes quer interferir nas eleições. Quer, obviamente, que eu não seja candidato", acusou Flávio. Momentos após a decisão, a defesa do senador classificou a decisão como inconstitucional e afirmou que tomará medidas judiciais cabíveis para tentar reverter e medida. Em nota, o advogado afirma que a decisão desrespeita a Lei de Execução Penal e o Estatuto da Advocacia e a Constituição. “Dentre os direitos que o preso possui, estão o de receber visita de seus familiares (art. 41, inciso X, da Lei de Execução Penal), bem como o de manter comunicação com o mundo exterior (art. 41, inciso XV, da Lei de Execução Penal). Esses dois direitos foram retirados do Presidente Jair Bolsonaro na decisão de hoje”, afirmou Tracy Reinaldet, advogado da pré-campanha de Flávio.