Decisão do ministro veio após vídeo publicado pelo senador no final de semana com recado mandado pelo ex-presidente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) exibe carta escrita pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/07/2026 - 17:22 Suspensão de Visitas a Bolsonaro Gera Críticas de Aliados e Debate Jurídico Aliados bolsonaristas criticaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender as visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro, após Flávio divulgar mensagem do pai nas redes sociais. Apoiadores relembraram carta de Lula em 2018, escrita na prisão. Moraes argumenta que houve desrespeito à proibição de Bolsonaro de usar redes sociais. Críticas ressaltam interferência política e direitos individuais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Aliados bolsonaristas criticaram a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em decisão proferida nesta segunda-feira, o magistrado argumentou que o parlamentar usou o encontro com o pai no último final de semana para obter um documento que foi divulgado posteriormente nas redes sociais, burlando a proibição imposta ao ex-mandatário. Em resposta, apoiadores recuperaram carta do presidente Lula (PT) lida em 2018, enquanto ele estava preso, usada para anunciar aval para a candidatura de Fernando Haddad (PT). O senador Rogério Marinho (PL-RN) classificou a decisão de Moraes como "autoritária, desproporcional e, na prática, tenta tornar o ex-presidente incomunicável" em uma nota divulgada nas redes sociais. "Uma clara interferência no jogo político", acrescentou Marinho. Em uma publicação no X, o blogueiro Paulo Figueiredo escreveu que o ministro "quer matar o bolsonarismo", mas afirmou que o grupo político "sobreviverá" e jogará o magistrado "na lata de lixo da história". Além dele, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) compartilhou a notícia e disse que, mesmo com a torcida contra dos permitidos, é Flávio Bolsonaro ou acabou o país". Em uma segunda postagem, ele compartilhou uma matéria que dizia que Lula, em 2018, enquanto estava preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, escreveu uma carta anunciando Haddad como o candidato ao Planalto. O documento foi lido posteriormente por Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado e fundador do PT em um ato em frente ao prédio onde o petista estava detido. Já o senador e ex-juiz da Lava-Jato Sergio Moro (PL-PR) disse que, ao longo do período em que esteve preso, Lula "recebeu 572 visitas na prisão, inclusive 21 do então candidato à presidência do PT, Fernando Haddad." "Nunca cogitei cercear o direito de visita ou de correspondência de Lula", disse. Já a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) escreveu no X que as garantias fundamentais precisam ser respeitadas". "Até onde vamos permitir que questões políticas interfiram nas relações familiares e nos direitos individuais?", questionou. Entenda a decisão de Moraes A decisão foi motivada por um vídeo publicado por Flávio no último sábado, no qual o senador anunciou que faria a leitura de uma "carta aos brasileiros" escrita pelo pai. Horas depois, ele leu integralmente o texto em uma transmissão nas redes sociais. Na carta, Bolsonaro pede que seus apoiadores se unam em torno da pré-candidatura presidencial do filho e o apresenta como seu "porta-voz" e "a melhor opção para livrar o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento". Para Moraes, o episódio configura desrespeito à decisão que proibiu Bolsonaro de utilizar redes sociais "diretamente ou por intermédio de terceiros". O ministro afirma que a própria manifestação de Flávio demonstra que a mensagem foi produzida pelo ex-presidente com o objetivo de ser divulgada publicamente.
Bolsonaristas criticam Moraes após suspensão das visitas de Flávio ao pai e lembram carta escrita por Lula na prisão
Decisão do ministro veio após vídeo publicado pelo senador no final de semana com recado mandado pelo ex-presidente














