PUBLICIDADE Rogério Marinho afirma que despacho de Moraes é uma 'clara interferência no jogo político' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Senador Rogério Marinho — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/07/2026 - 16:51 Marinho critica decisão de Moraes que suspende visitas de Flávio Bolsonaro a Jair por 90 dias O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho, criticou como "autoritária e desproporcional" a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que suspendeu visitas do pré-candidato ao pai, Jair Bolsonaro, por 90 dias. Marinho alega perseguição política e desigualdade de tratamento, comparando com o período em que Lula esteve preso. Moraes justificou a suspensão pelo uso político de uma carta divulgada por Flávio, configurando propaganda eleitoral antecipada. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador Rogério Marinho (PL-RN), classificou como "autoritária e desproporcional" a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias o direito de visita do pré-candidato ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em nota divulgada nesta segunda-feira, Marinho afirmou que a medida busca tornar Bolsonaro "incomunicável", representa uma "clara interferência no jogo político" e reforça a percepção de "perseguição política" contra o ex-presidente e a oposição. A decisão de Moraes foi tomada após Flávio divulgar nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro durante uma visita à residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. No documento, Bolsonaro pede que apoiadores "deixem de lado as possíveis diferenças" e se unam em torno da pré-candidatura presidencial do filho. Também o apresenta como seu "porta-voz" e afirma confiar nele para "resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e a prosperidade". Na nota, Marinho afirmou que a decisão representa uma tentativa de impedir Bolsonaro de se comunicar. "A decisão do ministro Alexandre de Moraes de proibir o senador Flávio Bolsonaro de visitar o próprio pai, por ter divulgado uma carta escrita por Jair Bolsonaro, é autoritária, desproporcional e, na prática, tenta tornar o ex-presidente incomunicável. Uma clara interferência no jogo político", escreveu o senador. Na decisão, Moraes entendeu que Flávio utilizou o direito de visita para obter um documento cuja finalidade seria exclusivamente a divulgação pública, burlando a proibição imposta ao ex-presidente de utilizar redes sociais. O ministro também deu prazo de 48 horas para que a defesa esclareça se Bolsonaro tinha conhecimento de que a carta seria publicada nas redes sociais do filho e encaminhou o caso ao procurador-geral eleitoral para apuração de eventual propaganda eleitoral antecipada. Para o ministro, o conteúdo da carta e a forma como foi divulgado podem extrapolar uma manifestação política e configurar propaganda eleitoral antecipada. Segundo Moraes, Flávio utilizou as redes sociais para promover sua pré-candidatura com expressões equivalentes a um pedido explícito de voto. O magistrado também concluiu que houve desvio de finalidade no exercício do direito de visita, determinando sua suspensão pelo prazo de 90 dias. Na nota, Marinho também afirmou que a decisão reforça a percepção de "perseguição política" e de "tratamento desigual". Segundo ele, "parte do Supremo Tribunal Federal abandona a necessária posição de árbitro institucional e passa a atuar, aos olhos de milhões de brasileiros, como adversário político de Jair Bolsonaro, de Flávio Bolsonaro e de todo o campo de oposição". Na manifestação, o coordenador da campanha compara o caso ao tratamento dado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o período em que esteve preso. Segundo Marinho, Lula recebeu visitas, manteve interlocução política com aliados, divulgou cartas e concedeu entrevistas enquanto cumpria pena. "O contraste é evidente. Preso em 2018, Lula recebeu centenas de visitas e manteve interlocução política com seus aliados, inclusive Fernando Haddad. Durante a campanha eleitoral, manifestou-se publicamente por cartas, chegando a pedir votos para o candidato que o substituiu. Ainda preso, concedeu entrevistas à imprensa em 2019, e suas declarações repercutiram amplamente nas redes sociais", afirmou. Marinho disse ainda que a oposição não busca privilégios, mas "igualdade perante a lei". "Não reivindicamos privilégios, mas igualdade perante a lei. Punir um filho e impedir o contato familiar porque ele tornou pública uma mensagem do pai representa uma grave tentativa de silenciamento." Na nota, o senador conclui afirmando que "calar um preso dessa maneira é inconstitucional e representa a retomada de práticas próprias de regimes autoritários" e que "calar Bolsonaro é tentar calar a expressiva parcela da população brasileira que ele representa".
Coordenador da campanha de Flávio diz que decisão que suspende visitas de pré-candidato a Bolsonaro é 'autoritária e desproporcional'
Rogério Marinho afirma que despacho de Moraes é uma 'clara interferência no jogo político'













