A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que seja reconhecida a suspeição do ministro Alexandre de Moraes para processar e julgar o pedido do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) para incluir o senador no inquérito que investiga o seu irmão, Eduardo Bolsonaro, por coação à Justiça. Em maio, o parlamentar solicitou que Flávio fosse investigado por uma suposta relação entre a atuação de Eduardo nos Estados Unidos e o financiamento do filme "Dark Horse", negociado pelo senador com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Conforme revelou o site Intercept Brasil, o pré-candidato à Presidência enviou mensagens ao ex-banqueiro cobrando um acerto de pagamentos. Segundo os advogados do pré-candidato, Moraes seria suspeito para agir no caso, porque tem uma relação com Vorcaro, baseado no contrato de prestação de serviços entre o escritório de advocacia da esposa do magistrado e mensagens divulgadas pela imprensa que indicariam que houve encontros pessoais entre os dois. Na petição, a equipe jurídica de Flávio afirmou que não faz qualquer juízo de valor sobre a relação, nem aponta qualquer ilicitude, relembrando que o tema já foi analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Porém, defendeu que as interações entre os dois podem “retirar do magistrado a equidistância que ele deve manter das partes” para julgar o caso. “Não se emite qualquer juízo de valor negativo acerca de tal relação com a presente exceção de suspeição. Em verdade, o que se busca com a arguição em tela é, apenas, garantir a observância das regras processuais e regimentais aplicáveis à matéria, assim como o respeito ao princípio da imparcialidade. Nada além disso”, escreveram os advogados do senador na ação. Por fim, a defesa ainda solicitou que o pedido de investigação de Flávio seja encaminhado para a relatoria do ministro André Mendonça, que conduz outros inquéritos sobre o Master na Corte. Pedido de Lindbergh O deputado Lindbergh Farias apresentou em 15 de maio um requerimento no processo em que Eduardo é réu por coação e tentativa de obstrução da Justiça para que Flávio também seja incluído no inquérito. O ex-deputado federal é acusado de articular sanções nos Estados Unidos contra ministros do Supremo e autoridades envolvidas nas investigações e no julgamento do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na trama golpista. Segundo o parlamentar, há indícios de que os recursos usados para financiar o filme "Dark Horse", uma obra biográfica do ex-presidente, tenham sido destinados a sustentar a atuação de Eduardo no país. “A hipótese de conexão com o INQ 4995 surge porque o mesmo núcleo familiar e político que buscava reconstruir a imagem pública de Jair Bolsonaro por meio de obra audiovisual milionária também se encontrava envolvido em atuação internacional para constranger o Supremo Tribunal Federal, deslegitimar o julgamento da tentativa de golpe e impor sanções estrangeiras contra o Brasil”, afirmou Lindbergh. Em 25 de maio, Moraes, que é relator do inquérito, encaminhou o pedido do deputado para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste.
Flávio pede ao STF que Moraes seja declarado suspeito para julgar caso ‘Dark Horse’
Para os advogados do senador, Moraes seria suspeito porque tem relação com Daniel Vorcaro, considerando contrato de prestação de serviços entre o Master e o escritório de advocacia da esposa do magistrado












