A escalada política que a família Bolsonaro está imprimindo na relação comercial entre Estados Unidos e Brasil está chegando forte às atividades do campo, e deverá ser intensificada. Todos os pedidos dos filhos de Bolsonaro para a imposição de sanções ao Brasil, para livrar o pai da prisão, abrem uma brecha para ações mais intensas contra o agronegócio brasileiro mais adiante.
Uma das razões dadas pelo USTR (Escritório do Representante do Comércio dos Estados Unidos) para impor barreiras ao Brasil é a de que os produtores brasileiros exploram terras desmatadas ilegalmente para obter vantagens sobre os agricultores americanos. Daí para novas sanções com viés comercial, é um passo.
A principal base de apoio de Donald Trump vem do campo, e o presidente americano, desde o seu primeiro mandato, tem colocado os produtores americanos em uma situação delicada no mercado internacional. A briga maior é com a China, país com poder de fogo e de resposta às investidas do presidente americano. Sem um acerto satisfatório com os chineses, Trump vai atender as demandas dos produtores americanos com sanções em outros países, inclusive no Brasil, o principal concorrente dos Estados Unidos no setor agropecuário.














