O relatório do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) que recomendou novas tarifas contra o Brasil cita a saída de grandes empresas exportadoras da Moratória da Soja, um pacto privado contra o desflorestamento, e o pico de desmatamento em 2021, sob o governo Bolsonaro.
Segundo as conclusões preliminares do governo Donald Trump, apesar de esforços para melhorar a aplicação das leis ambientais, o Brasil não tem sido capaz de garantir o fim do desmatamento ilegal —um dos pontos já levantados no início da investigação, em julho passado.
"Como o Brasil não conseguiu aplicar —e até mesmo, em alguns casos, revogou— suas leis ambientais, o desmatamento se tornou sistêmico, atingindo o maior nível em 15 anos em 2021", afirma o texto, citando o pico de desmatamento sob o governo Bolsonaro.
No trecho de comentários recebidos pelo governo Trump sobre o tema, o USTR destaca respostas notando esforços do governo Lula para melhorar a fiscalização ambiental e reduzir o desmatamento, que atingiu no ano passado o menor nível desde 2019.
"Mesmo assim, como indicam os dados históricos, esses esforços podem ser desfeitos por administrações futuras, e as taxas de desmatamento ilegal podem aumentar novamente", diz o relatório.











