Primeiro, o pai fez continência à bandeira dos Estados Unidos. Depois, o irmão mudou-se para lá a fim de conspirar contra instituições brasileiras e os interesses nacionais. Agora, o senador Flávio Bolsonaro escancarou os compromissos da família flavio bolsonaro a soberania brasileira ao transformar em comício uma audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos EUA que tratava de argumentos técnicos contra tarifas adicionais a produtos brasileiros.

Foi mais uma ação do senador contra o Brasil, dando continuidade à tentativa de golpe que condenou seu pai, Jair Bolsonaro, a mais de 27 anos de prisão. O senador do PL viajou aos EUA não para defender empregos, empresas ou trabalhadores, mas para atuar como linha auxiliar de ofensiva contra o País: tarifaço, sanções via Magnitsky, ataques ao Pix, pressão sobre minerais críticos e a vergonhosa oferta de uma “equipe de transição” inexistente na lei brasileira. É o bolsonarismo tentando entregar no exterior o que não venceu nas urnas.

Com postura de vassalo, esqueceu que é senador. Em vez de apresentar argumentos contrários ao tarifaço, como fizeram empresários e o Itamaraty, o político de extrema-direita atacou o presidente Lula e sugeriu ao governo Trump que espere as eleições para negociar com um novo presidente – que presume ser ele, mais alinhado a Washington. Colocou-se como serviçal de Trump, como se o Brasil fosse uma neocolônia. Despreza o povo que paga seu salário: enquanto viajava aos EUA para articular contra o País, abandonou o trabalho em Brasília.