O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, classificou o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como "traidor da pátria" e afirmou que ele e a família Bolsonaro "têm se comportado como lobistas dos interesses dos Estados Unidos no Brasil". Em nota divulgada nesta quinta-feira, Guimarães reuniu uma cronologia de episódios que, segundo ele, demonstrariam uma atuação do grupo político bolsonarista contrária aos interesses do país. Afirmou ainda que, ao responsabilizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, Flávio revela "desespero com o escândalo do Banco Master e suas ligações com Daniel Vorcaro". "Flávio Bolsonaro é um traidor da pátria, que conspira contra o seu próprio país. Em vez de defender a economia nacional, os empregos e os trabalhadores brasileiros, prefere atuar como vassalo dos interesses econômicos dos EUA no Brasil", escreveu o ministro. A manifestação faz parte da estratégia da base governista de responsabilizar o grupo político bolsonarista pelo agravamento das relações comerciais com os EUA. Do outro lado, Flávio busca desvincular-se das articulações conduzidas pelo seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, junto a autoridades americanas, e sustenta que a sobretaxa é consequência de falhas diplomáticas do governo petista. O governo dos EUA confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida resulta da investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana e passa a valer na quarta-feira (22). Em resposta, o governo brasileiro classificou o tarifaço como "um marco lastimável" nas relações bilaterais e informou que acionará os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional após o anúncio da primeira rodada de tarifas impostas pelos EUA em 2025. — Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Guimarães chama Flávio de ‘vassalo dos interesses econômicos dos EUA’
Guimarães chama Flávio de ‘vassalo dos interesses econômicos dos EUA’









