PUBLICIDADE Petistas também argumentam que investidas do senador junto ao governo dos EUA foram 'inócuas' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva — Foto: Cristiano Mariz RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 12:08 Lula intensifica críticas a Flávio Bolsonaro por negociações nos EUA A campanha de Lula intensificará ataques à família Bolsonaro, destacando as ações "inócuas" de Flávio Bolsonaro nos EUA para adiar sanções comerciais. Após o tarifaço, com sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, Lula reforça seu papel negociador, enquanto critica Flávio por "fingir" negociações. A medida, conduzida por Trump, exclui itens como carne e suco de laranja, e entra em vigor em 22 de julho. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai intensificar ataques à família Bolsonaro e atribuir a culpa do tarifaço à atuação dos adversários no exterior, além de reforçar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), oponente na corrida eleitoral, adotou um discurso de "submissão" ao governo de Donald Trump. Petistas também vão reforçar que a atuação de Flávio junto aos Estados Unidos para reverter a sanção foram "inócuas". Já nas primeiras horas após a implementação do tarifaço, a campanha orientou a militância a mirar na família Bolsonaro como origem da medida econômica. O primeiro anúncio de tarifaço, em junho de 2025, foi feito por Donald Trump com o pedido de que o governo atuasse para cancelar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na trama golpista. Na época, Flávio e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que mora nos EUA, chegaram a endossar a medida. A estratégia petista será envolver toda família Bolsonaro nas investidas contrárias e reforçar a pecha de "traidores da pátria". Em outra frente, o PT reforçará a postura de negociador que Lula teve durante o processo — o presidente chegou a ir à Casa Branca em maio em um encontro com Trump — e o papel "ineficiente" de Flávio com o que avaliam ser uma conduta de "submissão" do adversário. "É muita desfaçatez! Marco Rubio disse que nosso governo não negociou de “boa fé”. Boa fé pra ele era acabar com o PIX e entregar as terras raras aos EUA. Se esse cidadão está acostumado a lidar com os lambe-botas bolsonaristas é bom que tenha claro: nossa soberania não está na mesa de negociação. No governo Lula, sua arrogância será sempre respondida com altivez e cabeça erguida, não com submissão e de joelhos!", afirmou o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, e um dos coordenadores da campanha de Lula, nas redes sociais. Na semana passada, o presidenciável do PL foi aos EUA participar da audiência do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e pediu o adiamento do tarifaço. A sessão não tinha efeito prático de canal de negociação, pois era um espaço aberto pelo governo americano para a participação de setores da sociedade, como empresários. Em documento enviado ao USTR, Flávio afirmou que a sobretaxa proposta sobre produtos brasileiros daria a Lula "exatamente a vitória política que ele vem buscando" e sugeriu que a negociação ocorresse após as eleições, "uma vez que o cenário político que determinará a viabilidade de qualquer solução negociada será redefinido dentro de aproximadamente noventa dias." Agora, a campanha adotará a linha de que o senador "fingiu" que estava negociando e agiu como traidor e que sanções podem gerar perda de emprego e quebra de empresas. Na madrugada desta quinta-feira, os Estados Unidos publicaram a decisão de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com uma lista de exceções que abrange itens importantes da pauta de exportações do Brasil, como carne e suco de laranja. A medida entra em vigor na semana que vem, em 22 de julho. A taxação deixará fora laranja, suco de laranja, carne, café, petróleo e gás, além de peças e componentes aeroespaciais. A decisão foi tomada após a investigação da Seção 301 pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). A investigação tratava de acusações sobre supostas práticas desleais de comércio e apurava se ações do Brasil, como o uso do Pix, o desmatamento ilegal e a dificuldade dos EUA em ter acesso ao mercado de etanol brasileiro, prejudicariam as empresas americanas.
Após tarifaço, campanha de Lula vai ampliar ataques à família Bolsonaro e reforçar discurso de 'submissão' de Flávio a Trump
Petistas também argumentam que investidas do senador junto ao governo dos EUA foram 'inócuas'







