Flávio Bolsonaro e Lula — Foto: Reprodução A inclusão de referências à família Bolsonaro em notas oficiais do governo Lula, em reação a medidas adotadas pelos Estados Unidos, tem o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, como principal fiador. A estratégia, no entanto, tem enfrentado resistência do Itamaraty, que defende um tom mais diplomático e impessoal para os comunicados oficiais. A opção do chefe da Secom tem prevalecido com o aval de Lula. Nesta terça-feira (2), o próprio presidente ligou Flávio Bolsonaro ao tarifaço em seu discurso. No texto publicado hoje em resposta à proposta da gestão Trump, o governo brasileiro afirma que a investigação que resultou na proposta de tarifa foi “provocada” pela família Bolsonaro. Sidônio também saiu vitorioso ao defender a citação da família Bolsonaro no comunicado da semana passada, emitido após os EUA classificarem o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas. “É deplorável que, mais uma vez, integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, afirmou o texto sobre as organizações criminosas.
O ministro de Lula que atuou para citar clã Bolsonaro em reações aos EUA
O ministro de Lula que atuou para citar clã Bolsonaro em reações aos EUA
Sidônio Palmeira, ministro da Secom, inseriu referências à família Bolsonaro em comunicados contra tarifas USA apesar da resistência do Itamaraty. A estratégia prevaleceu com aval de Lula, que conectou Flávio Bolsonaro às tarifas em discurso, sinalizando a politização da comunicação externa.












