“A decisão representa um duro impacto para o setor madeireiro que ainda buscava se recuperar após as tarifas anteriormente aplicadas pelos Estados Unidos”, disse a Abimci A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), que representa segmentos da indústria brasileira de madeira processada, lamentou a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar tarifa adicional de 25% sobre importações de determinados produtos brasileiros e disse que medida ameaça os negócios nos EUA. “A decisão representa um duro impacto para o setor madeireiro que ainda buscava se recuperar após as tarifas anteriormente aplicadas pelos Estados Unidos”, disse a Abimci, em nota divulgada nesta quinta-feira (16). “A perda de competitividade decorrente dessas novas tarifas compromete a continuidade de negócios construídos ao longo de décadas com os EUA e coloca em risco investimentos, a produção e postos de trabalho.” A medida, publicada ontem (15), é resultado da investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, que considerou “injustas” políticas brasileiras em áreas como comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento. No caso do setor que a Abimci representa, apenas alguns produtos de madeiras integram a lista de exceções. A associação disse que seria necessária atuação mais efetiva do governo brasileiro, “dissociada dos componentes políticos e focada na negociação diplomática”, para evitar decisão que penalize a indústria brasileira de madeira processada. Na manifestação ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), a associação argumentou que florestas plantadas eram a principal fonte de suprimento para a indústria madeireira. Também destacou o manejo sustentável, boas práticas adotadas pelo setor, sistemas de controle e rastreabilidade e rigor no atendimento às regulamentações previstas na legislação brasileira. A entidade também disse que produtos brasileiros complementavam a produção local americana, e citou a inexistência de “concorrência direta com a indústria dos Estados Unidos e a dificuldade de substituição por fornecedores de outros países.” Madeira — Foto: Eliária Andrade/Agência o Globo