Setores econômicos que ficaram de fora da lista de isenções do novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos já calculam os impactos negativos que a medida terá em empresas brasileiras. Associações e entidades do setor privado falam em tentar reverter a decisão, mas adiantam que, se uma saída rápida não for encontrada, companhias vão perder vendas e precisar demitir trabalhadores.

A Casa Branca anunciou a tarifa de 25% na noite de quarta-feira (15). Alguns setores já sabiam que estariam na lista de afetados, outros ainda tentavam negociar com as autoridades americanas, mas tiveram os pedidos rejeitados.

É o caso da indústria de calçados, que vê a decisão do governo de Donald Trump como um retrocesso em uma relação comercial construída ao longo de décadas.

A Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) manifestou preocupação com os impactos da tarifa e disse que a nova restrição inviabiliza muitas operações que vinham sendo retomadas desde a derrubada do último tarifaço.

Conforme a entidade, o setor calçadista brasileiro exporta para mais de 160 países, mas o mercado norte-americano sempre foi o maior destino, representando cerca de 20% de todas as transações.