Segundo a CNI, medidas tarifárias dessa natureza não contribuem para a relação econômica bilateral entre os dois países e podem provocar impactos negativos em cadeias produtivas Setor afirma que tarifas adicionais vão 'prejudicar a indústria brasileira e o mercado norte-americano' — Foto: José Paulo Lacerda/CNI A Confederação Nacional da Indústria (CNI) disse, nesta terça-feira (2), que acompanha com preocupação a proposta do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de adicionar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Em nota, a instituição reforçou a importância do diálogo e da “cooperação entre os dois países para a busca de soluções equilibradas”. A CNI afirmou ainda que medidas tarifárias dessa natureza não contribuem para a relação econômica bilateral entre os dois países e podem provocar impactos negativos em cadeias produtivas. “A eventual adoção de tarifas adicionais vai prejudicar a indústria brasileira e o mercado norte-americano. O momento exige diálogo e análise técnica. De nossa parte, estamos prontos para contribuir com as negociações", diz o presidente da CNI, Ricardo Alban. Segundo a própria CNI, em 2025, as exportações brasileiras de bens da indústria de transformação aos Estados Unidos caíram 4,2% ante o ano anterior, apresentando queda em nove dos 15 principais setores, com as maiores reduções em produtos de metal (-31,6%); madeira (-20%); celulose e papel (-19,9%) e veículos automotores (-17,6%). A instituição afirmou ainda que “seguirá acompanhando o tema e atuando junto às autoridades e ao setor produtivo dos dois países para defender soluções que preservem e fortaleçam a parceria econômica bilateral entre os dois países”. Disse ainda que vê a audiência pública do USTR prevista para 6 de julho como oportunidade adicional para o Brasil apresentar elementos técnicos e informações que contribuam para uma avaliação mais equilibrada dos temas tratados no relatório.
Tarifaço dos EUA ameaça exportações e preocupa indústria
Segundo a CNI, medidas tarifárias dessa natureza não contribuem para a relação econômica bilateral entre os dois países e podem provocar impactos negativos em cadeias produtivas
Os EUA propõem 25% de tarifa sobre bens brasileiros; exportações caíram 4,2% em 2025, com perdas até 31,6% em metais e madeira. Cadeias produtivas sofrem impacto direto; negociação crítica antes da audiência USTR em julho evita escalação.













