A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirmou, nesta segunda (6), a importância da realização de testes específicos para avaliar a segurança e a eficácia das canetas emagrecedoras fabricadas no Paraguai antes de esses produtos serem comercializados no Brasil.

A nota "Canetas do Paraguai NÃO demonstraram equivalência com medicamentos registrados no Brasil" afirma que "é falsa a informação de que testes laboratoriais comprovaram a equivalência de canetas contrabandeadas com os produtos registrados no Brasil".

Publicada na Folha no último sábado (5), a reportagem "Canetas emagrecedoras do Paraguai têm princípio ativo equivalente ao do Mounjaro, mostra análise da Unicamp" afirma que os medicamentos paraguaios vendidos como versões de tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro) contêm, de fato, a substância, conforme revelou o resultado apresentado pela Universidade de Campinas.

O estudo da Unicamp analisou a presença, a concentração e a estrutura molecular do princípio ativo das amostras dos medicamentos Tirzedral, TG, Lipoless, Tirzec e Gluconex, produzidas pelos laboratórios paraguaios Catedral, Indufar, Eticos, Quimfa e Lasca, respectivamente.

A análise não avaliou a presença de impurezas e contaminantes, nem a eficácia e segurança dos medicamentos.