Um dos principais articuladores da ofensiva do governo Donald Trump contra o Brasil, o bolsonarista Paulo Figueiredo pediu na quarta-feira 1º que os Estados Unidos abandonem a proposta de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros e ampliem as sanções individuais contra ministros do Supremo Tribunal Federal.
Em manifestação apresentada ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), ele defende a retomada das punições previstas na Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, sua extensão ao ministro Gilmar Mendes (o único citado nominalmente) e aos demais integrantes da Primeira Turma da Corte (Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin), além da adoção de outras restrições contra autoridades brasileiras.
No documento de 11 páginas, Figueiredo sustenta que a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos identifica condutas atribuídas a autoridades específicas e, por isso, as medidas adotadas deveriam atingir essas pessoas, e não toda a economia brasileira. Segundo ele, uma tarifa ampla recairia sobre exportadores brasileiros, importadores e consumidores americanos, sem afetar aqueles que considera “responsáveis” pelas práticas investigadas.









