O presidenciável tenta se colocar como interlocutor do presidente americano, Donald Trump, e compõe um painel marcado para as 10h (horário local) de terça-feira. Flávio dividirá a mesa com Roberto Azevedo, representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e com integrantes dos setores de calçados do Brasil e dos EUA. Os EUA ameaçam taxar em 25% produtos brasileiros. A audiência pública da próxima semana trata da investigação da "Seção 301", que apura políticas e práticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico - em especial o PIX, tarifas preferenciais, aplicação de leis anticorrupção, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento. Flávio cumpre agenda nesta sexta-feira (3) no Rio de Janeiro, onde participa pela manhã do Seminário Nacional de Comunicação do PL. Estava previsto que ele estivesse, à noite, na festa de São João de Campina Grande, na Paraíba, mas, pela manhã, o compromisso foi cancelado. O que Flávio Bolsonaro planeja dizer ao USTR A participação na audiência pública do USTR é aberta aos interessados que se inscreverem - foi assim que Flávio Bolsonaro ganhou o espaço para falar no evento. O senador enviou à autoridade americana um pedido de comparecimento e um resumo do depoimento que pretende fazer. Nos documentos, Flávio pede cinco minutos para falar, tempo padrão para participação no evento, e informa que vai se pronunciar em inglês e presencialmente. O político apresenta-se como integrante do Senado Federal do Brasil e pré-candidato à Presidência da República. Relata ter se reunido pessoalmente com Trump para tratar dos temas da investigação. Confira os principais pontos do que Flávio disse que levará ao USTR sobre tarifas: Posicionamento contrário à tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e a qualquer medida relacionada ao PIX brasileiro;Diz que as sanções americanas, na prática, beneficiariam o atual governo e prejudicariam exportadores brasileiros, consumidores americanos e a oposição brasileira;Afirma que as sanções não atingiriam o objetivo de eliminar as práticas investigadas e poderiam produzir o efeito oposto ao desejado;Propõe a abertura imediata de um mecanismo de negociação bilateral. Essa negociação teria um cronograma, com prazo para ser concluída, e incluiria as seis áreas da investigação: comércio digital, corrupção, propriedade intelectual, etanol, desmatamento e tarifas;Diz que a distância entre a posição dos EUA e um governo brasileiro "reformista" seria menor do que a existente com o atual ocupante do cargo, o presidente Lula. Quem mais participa de audiência em Washington O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) agendou as audiências públicas sobre a imposição de tarifas ao Brasil para os dias 6 e 7 de junho, na sede da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos, em Washington. 🔎 O USTR é o órgão responsável por formular e negociar a política comercial dos EUA. Ele conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas. O governo brasileiro não participa desses encontros e atua no tema pelas vias diplomáticas. Nessa quinta-feira, o Brasil encaminhou resposta aos Estados Unidos sobre a investigação. No documento, o chanceler Mauro Vieira afirma que as críticas do governo americano ao PIX e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) não têm relação com comércio, mas com divergências sobre políticas internas. Agora no g1 Estão inscritos para falar no evento representantes brasileiros de setores econômicos como siderurgia, agronegócio, energia, mineração, papel e indústria. Na agenda do encontro aparece ainda o nome do bolsonarista Paulo Figueiredo, que disse, na semana passada, que "mulher vota mal para caralho". No Twitter, Figueiredo disse que a afirmação é "estatisticamente indiscutível" e se deve ao avanço da "ideologia demoníaca feminista". Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo com Donald Trump — Foto: Reprodução/Instagram Em 2025, Figueiredo atuou ao lado de Eduardo Bolsonaro para influenciar o governo de Donald Trump a punir o ministro Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky e a impor tarifas de 50% ao Brasil. Ele é investigado por coação, obstrução de investigação e tentativa de abolição violenta ao Estado Democrático de Direito.
Flávio Bolsonaro discute tarifaço em audiência nos EUA | G1
Flávio Bolsonaro participa de audiência nos EUA sobre o tarifaço e busca se aproximar de Trump ao lado do investigado Paulo Figueiredo em Washington.









