Na audiência pública do governo americano para discutir a proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve citar o presidente Lula (PT) e pedir que eventuais punições dos EUA sejam direcionadas aos "responsáveis pelas práticas investigadas" e não à economia do país como um todo.

A informação de que Flávio se inscreveu para apresentar argumentos contra um novo tarifaço foi antecipada pela colunista Mônica Bergamo.

O empresário bolsonarista Paulo Figueiredo afirmou à Folha que Flávio sustentará que a medida proposta pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) acabaria atingindo exportadores brasileiros, importadores americanos e consumidores dos dois países, sem alcançar os responsáveis pelas condutas apontadas na investigação.

Entre as reclamações do governo Donald Trump, que afirma que o Brasil cria desvantagens competitivas para empresas americanas, estão críticas ao uso do Pix, acusações de remoção de conteúdos políticos de plataformas americanas e a alegação de que o país não adotaria medidas suficientes para combater a corrupção.

Uma nova audiência pública está marcada para 6 de julho e faz parte da consulta aberta pelo USTR antes da decisão final sobre a adoção das tarifas. Por outro lado, o governo brasileiro não deverá falar na audiência.