O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dedicou parte do discurso que fez nesta terça-feira (7), na audiência nos Estados Unidos sobre a aplicação de tarifas contra produtos brasileiros, a fazer ataques contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e a governos do presidente Lula e do PT. Em relação a medidas de autoridades brasileiras que tiveram plataformas digitais como alvos, Flávio Bolsonaro afirmou que essas ações não tiveram origem no Legislativo, poder que integra como senador. "[As ordens] foram emitidas por ministros do Supremo Tribunal Federal e pela administração do presidente Lula. As medidas decorrem de decretos do Poder Executivo e de decisões judiciais, e não de leis aprovadas pelo parlamento", afirmou Flávio. Sobre a questão da corrupção no Brasil citada em investigação do USTR que propõe a aplicação de tarifas contra o Brasil, Flávio disse que esse tema é um dos maiores "desafios enfrentados pelo povo brasileiro". Na sequência, o pré-candidato do PL disse que os casos de corrupção apurados no Brasil tem "responsáveis identificáveis". E citou, como exemplos, os escândalos do Mensalão, da Lava Jato, de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Banco Master. Flávio Bolsonaro disse que esses casos ocorreram em governos liderados pelo PT. O senador não mencionou, contudo, o suposto envolvimento de políticos do PL, partido ao qual é filiado, no mensalão e na Lava Jato. Também não disse que o esquema de fraudes no INSS teria começado, segundo as investigações da Polícia Federal, em 2019 – na gestão Jair Bolsonaro e continuado na atual gestão de Lula. Flávio também não citou, no pronunciamento feito na audiência nos EUA, as mensagens e reuniões com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, em que tratou do financiamento do filme "Dark Horse", uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. Senador Flávio Bolsonaro em audiência dos EUA contra tarifas — Foto: Divulgação