Reunião é a última oportunidade para que empresas, associações, especialistas e representantes dos setores afetados tentem convencer o governo americano a suavizar medidas comerciais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro e Donald Trump na Casa Branca — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 23:07 Flávio Bolsonaro discute sobretaxa de 25% em produtos brasileiros nos EUA Flávio Bolsonaro participa de audiência pública nos EUA sobre possível sobretaxa de 25% em produtos brasileiros, recomendada pelo USTR, que acusa barreiras ao comércio. Empresas e especialistas tentam convencer o governo americano a suavizar as medidas, destacando impactos negativos para a economia dos EUA. A audiência é consultiva e não resulta em negociações diretas. A decisão final sai dia 15. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo americano realiza hoje o segundo dia da audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) que é considerada a última etapa pública da investigação comercial aberta pelos EUA antes da decisão final, prevista para o dia 15. No mês passado, o USTR recomendou ao governo do presidente Donald Trump sobretaxar produtos brasileiros em 25% com base nas conclusões da investigação, que aponta supostas práticas brasileiras que dificultam interesses comerciais dos EUA, como barreiras ao etanol e o Pix. Enquanto o governo Lula insiste na via diplomática e na discussão política direta com os técnicos de Trump, empresas e consultores tentam demover os EUA na audiência com argumentos técnicos que evidenciam consequências negativas para a própria economia americana. É neste contexto que deve entrar a participação do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL. Enquanto isso, o governo Lula enviou uma observadora da embaixada do Brasil em Washington para acompanhar a sessão, mas o Itamaraty não trata a audiência como canal de negociação, e sim um espaço para ouvir a sociedade civil e o empresariado. Por que Flávio vai à audiência? O presidente Donald Trump, o senador Flávio Bolsonaro, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo na Casa Branca — Foto: Divulgação/Casa Branca Em documento enviado ao USTR, o parlamentar pede a suspensão da sobretaxa sobre o país, e diz que a medida daria vitória política para o presidente Lula. No ano passado, quando a movimentação de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, em Washington foi vista como uma contribuição para o primeiro tarifaço contra o Brasil, a popularidade de Lula subiu com o discurso de soberania nacional que o petista tenta reeditar agora contra Flávio. Ontem, o primeiro dia de audiência foi marcado por pedidos de empresas para que seus negócios sejam classificados como exceção ao tarifaço de 25% e argumentos do setor produtivo de que a sobretaxa recairia sobre o consumidor americano, além de elevar custos a empresas e reduzir investimentos no país. Além do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o painel terá a participação do ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, que representa a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Como será a reunião? A audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) funciona como a última oportunidade para que empresas, associações, especialistas e representantes dos setores afetados tentem convencer o governo americano a alterar ou suavizar as medidas antes da decisão final. Os trabalhos são divididos em 14 painéis, distribuídos entre ontem e hoje. Os sete primeiros ocorreram ontem. Cada participante tem cerca de cinco minutos para fazer uma apresentação inicial. O tempo é cronometrado e deverá ser usado para resumir os principais argumentos já encaminhados por escrito ao USTR nos últimos dias. Depois das exposições, integrantes do órgão podem fazer perguntas aos participantes, que têm a oportunidade de responder aos questionamentos e esclarecer pontos considerados relevantes para a investigação. Dependendo da dinâmica da sessão, também podem ocorrer réplicas e pedidos de esclarecimento. Não se trata de uma votação nem de uma negociação entre os participantes. A audiência tem caráter consultivo e serve para reunir elementos técnicos que subsidiarão a decisão do governo americano. Encerradas as apresentações, a equipe do USTR analisará as manifestações antes de encaminhar uma recomendação à Casa Branca sobre a aplicação ou não das tarifas. Não há transmissão ao vivo. O governo dos EUA deve divulgar depois a íntegra das transcrições e documentos apresentados.