O empresário bolsonarista Paulo Figueiredo vai defender na audiência pública da investigação comercial aberta pelo governo Donald Trump contra o Brasil que os Estados Unidos não apliquem a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e retomem a estratégia de impor sanções individuais contra autoridades do país, entre elas o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Figueiredo, que é aliado da família Bolsonaro, está programado para falar na audiência do dia 6 de julho. Já o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, deve falar no dia 7.
O governo brasileiro não vai falar na audiência. A estratégia do Ministério das Relações Exteriores é seguir concentrado na atuação nos canais próprios existentes entre os governos. A pasta vê a consulta pública como um espaço para a manifestação do setor privado, entidades e outras partes interessadas. A embaixada vai enviar diplomatar para acompanhar as sessões.
Em depoimento preparado para a audiência da Seção 301 do USTR, obtido pela Folha, Figueiredo programou dizer que o tarifaço "puniria as vítimas", "recompensaria os autores" das condutas investigadas e produziria efeito contrário aos interesses estratégicos americanos ao aproximar ainda mais o Brasil da China.







