O pré-candidato à Presidência senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (2) que enviou uma carta ao chefe do Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, pedindo que o governo Donald Trump não imponha tarifas de importação aos produtos brasileiros. A manifestação ocorre após o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) propor taxação de 25% das mercadorias do Brasil. "De olho neste cenário, a imposição de novas tarifas levaria a sérios prejuízos para a população brasileira — os mesmos cidadãos que veem os Estados Unidos como um parceiro e um amigo. Eu, portanto, escrevo para reiterar, formalmente, o pedido que eu fiz a você presencialmente: que os Estados Unidos não imponham tarifas ao Brasil", registra o ofício divulgado pela assessoria do pré-candidato. Diante do anúncio feito pelo órgão americano, adversários de Flávio associaram a medida à visita feita pelo senador a Trump, na semana passada. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados do petista acusaram Flávio de atuar contra o Brasil e relembraram o tarifaço aplicado por Trump ano passado, que teve entre as justificativas o processo judicial contra Jair Bolsonaro, à época réu por tentativa de golpe de Estado. Na ocasião, o episódio desgastou os bolsonaristas, em especial o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está morando nos EUA e articulou sanções contra autoridades brasileiras. Em entrevistas nesta terça-feira, Flávio afirmou que durante a reunião com Trump pediu que as empresas brasileiras não fossem taxadas. No texto enviado a Rubio, o senador diz que mais de 81,7 milhões de brasileiros estão endividados e que a dívida pública bruta já ultrapassou mais de 80% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Flávio ainda faz referência à disputa presidencial em outubro e afirma que, se for eleito, está "preparado para colocar a minha equipe de transição imediatamente à sua disposição" para a construção de um acordo comercial e de investimentos "benéfico" para os dois países. "Como eu te disse, estou confiante que serei eleito presidente do Brasil em outubro. Se isso se concretizar pela vontade do meu povo, estou preparado para colocar a minha equipe de transição imediatamente à sua disposição para que nós possamos firmar, o quanto antes, um amplo acordo comercial e de investimentos benéfico para as nossas duas nações — construído com base no livre mercado, respeito mútuo e na estratégica aliança que as nossas populações merecem. Continuo inteiramente à sua disposição e quero seguir fortalecendo amizade entre Brasil e os Estados Unidos", finalizou o senador. No texto, Flávio agradece Rubio pela classificação do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas, anunciada na semana passada. Trecho do ofício que o senador Flávio Bolsonaro diz ter enviado ao governo dos EUA sobre a proposta de novo tarifaço contra o Brasil — Foto: Reprodução
Após repercussão sobre ameaça de novo tarifaço, Flávio envia carta aos EUA com pedido para poupar Brasil
Senador diz ter encaminhado ofício a Marco Rubio, secretário de Estado de Trump
Flávio Bolsonaro pede a Marco Rubio que os EUA não apliquem 25% de tariffs em produtos brasileiros, conforme proposto pela USTR. Manobra pré-eleitoral (outubro 2026) para preservar relações comerciais USA-Brasile; supply chains tech globais em risco com novo tarifaço.










