A proposta do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros levou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a adotar um discurso diferente daquele apresentado após sua recente viagem a Washington. Depois de destacar publicamente a proximidade com o presidente Donald Trump e relatar conversas sobre temas sensíveis da agenda bilateral, o pré-candidato ao Palácio do Planalto passou a alegar que teria agido para evitar novas sanções comerciais ao Brasil.

Em entrevista à Rádio Itatiaia nesta terça-feira 2, Flávio afirmou ter solicitado a Trump e a integrantes do governo americano que não aplicassem tarifas sobre empresas brasileiras. “Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente [J.D.] Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras.”

O senador também ressaltou que a proposta anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) ainda não entrou em vigor e defendeu que o governo Lula (PT) utilize o período de consultas públicas para negociar com Washington.

“Lula tem mais esse tempo para ir lá e negociar, para defender as empresas brasileiras, para que as nossas empresas não sejam sancionadas, não sejam punidas”, afirmou.