O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, rejeitou o pedido do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que Washington desistisse de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros. Em carta enviada ao parlamentar e datada de 23 de junho, Rubio reafirma as críticas comerciais ao Brasil, sustenta a posição do governo Donald Trump e afirma que os Estados Unidos trabalharão com “os líderes escolhidos pelo povo brasileiro” após as eleições de outubro.
A resposta veio depois de Flávio pedir que os Estados Unidos desistissem da proposta de sobretaxar exportações brasileiras, sob o argumento de que a medida causaria prejuízos à economia nacional. O senador também havia manifestado confiança em uma vitória contra o presidente Lula (PT) em outubro e sugerido criar uma ‘equipe de transição’ entre Brasília e Washington.
Na carta, Rubio agradece a visita recente de Flávio aos Estados Unidos e elogia o apoio do senador à decisão americana de classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas. Em relação à disputa comercial, porém, não houve qualquer sinal de recuo.
Rubio afirmou que o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, concluiu que práticas adotadas pelo Brasil “são irracionais ou discriminatórias e oneram ou restringem o comércio dos Estados Unidos”. Também ressaltou que permanecem “diferenças substanciais” entre os dois países em temas como comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.










