Os críticos eram implacáveis com Madonna naquele início de carreira. Em 1985, o jornalista Greil Marcus considerava que a artista não tinha qualquer interesse por música. "Ela vai acabar virando uma grande estrela de cinema", disse ele, em entrevista à revista Time. Na mesma reportagem, o editor Paul Grein era enfático. "Ela vai estar fora do mercado em seis meses."
Mais de quatro décadas após essas previsões, a cantora não apenas se manteve no mercado como construiu uma carreira superlativa, colecionando hits, prêmios e recordes. Com o lançamento do disco "Confessions II", nesta sexta-feira (3), a rainha do pop volta a frustrar expectativas. Se esperavam dela silêncio e reclusão ao chegar à velhice, Madonna reafirma a sua presença ruidosa e insolente na pista de dança neste trabalho que é uma continuação do aclamado "Confessions on the Dance Floor", de 2005.
Isso já estava evidente no curta, lançado no mês passado como uma prévia do álbum, e também nos primeiros minutos do disco, com 16 faixas. Em "I Feel So Free", faixa de abertura do álbum, ela nos convida a conhecer a força libertária da pista de dança. Enquanto em "Danceteria", a cantora promove uma espécie de arqueologia da vida noturna de Nova York.













