Vamos deixar o banheirão de lado por enquanto. Já falo sobre ele, porque é inevitável. Você viu, sim, o filme "Confessions II" que Madonna soltou esta semana e, se está lendo isto aqui, é porque ele ainda está na sua cabeça. Mas vamos com calma.

Aliás, vamos começar falando não de Madonna —que, diga-se, é o único assunto possível hoje no mundo pop—, mas de Courtney Love.

Artista icônica dos anos 1990, Love hoje é mais lembrada como a viúva do incomparável Kurt Cobain, líder do Nirvana, do que pelo seu legado na música à frente da banda Hole. Há quase 15 anos, conversei com ela quando passou por São Paulo.

"Eu quero ser relevante", me dizia ela num tom sôfrego. "Se eu não for mais relevante a minha vida vai acabar". Esse trecho daquela entrevista ensandecida, quase 40 minutos de um discurso desconexo, ainda que engraçado, foi uma das primeiras coisas que me veio à cabeça quando terminei de assistir ao "Confessions II".

Em pouco mais de dez minutos, Madonna mostrava que, quando o assunto é relevância, mais importante do que clamar por ela é agir para não cair no esquecimento. Tipo um vídeo em que você coloca alguns dos nomes mais vibrantes da cultura pop num banheirão.