Num vídeo antigo do programa Saia Justa, que voltou a viralizar recentemente nas redes sociais, Fernanda Young fala sobre sua admiração por Madonna. "Ela é a mulher mais importante do século passado e, se duvidar, vai ser deste século também. E pronto, entendeu? A gente se deu bem de viver na mesma era do que ela", diz a escritora.

É triste que Young não esteja aqui para presenciar, mas é possível dizer que sua profecia se tornou verdade. Aos 67 anos, Madonna segue fazendo música com a maestria e sofisticação que lhe renderam o título de rainha do pop há quatro décadas. Seu primeiro álbum de estúdio dos anos 2020, "Confessions II", é outra afirmação de seu reinado. E o pano de fundo é, novamente, a pista de dança.

Já havia sinais de que Madonna estava com sede de voltar à dance music: no ano passado, ela finalmente lançou "Veronica Electronica", disco de remixes de produtores que trabalharam com a cantora no clássico "Ray Of Light", de 1998. Guardado por décadas, o disco é um registro da música que dominou as pistas dos anos 1990, com ritmos psicodélicos como o trance e o house progressivo.

"Confessions II" é um disco mais direto – ainda é, afinal, um álbum pop –, mas que se desenrola como um set de DJ ouvido da pista. As canções desembocam uma na outra de forma contínua e as faixas dançantes só param para construir suspense antes do drop.