Um dos possíveis efeitos da decisão dos Estados Unidos de classificar PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas pode ser levar empresas brasileiras a melhorar a forma como lidam com fluxos de dinheiro, diz Rafael Costa Abreu, diretor de fraude e identidade para América Latina da LexisNexis Risk Solutions, empresa global de dados e prevenção a fraudes.

Em entrevista ao C-Level, o executivo afirma que o uso do sistema financeiro por facções criminosas para lavagem de dinheiro é cada vez mais intenso, em um esforço para inserir recursos provenientes de golpes e outros crimes nos próprios sistemas dessas organizações.

"[A decisão] pode ter um lado positivo no combate ao crime organizado", diz Abreu. "Essas facções estão infiltradas no sistema financeiro, no Brasil todo. Talvez isso possa vir a melhorar como nós temos que lidar com esse fluxo de dinheiro", diz, ao aperfeiçoar mecanismos de identificação, de prevenção e do monitoramento do caminho desse dinheiro.

Nesta quarta-feira (1º), o governo dos Estados Unidos anunciou sanções contra dois brasileiros, três empresas sediadas em São Paulo e uma empresa portuguesa suspeitas de integrar um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC.