A classificação das facções CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como grupos terroristas, anunciada pelos Estados Unidos na quinta-feira (28), deve levar instituições financeiras e outras empresas a reforçar mecanismos de controle contra a lavagem de dinheiro.

Essa é a avaliação de analistas consultados pela Folha, que enxergam um impacto indireto da medida sobre companhias brasileiras.Nos últimos meses, o governo Trump revisou definições ligadas ao narcoterrorismo e intensificou operações no exterior, sobretudo na América Latina, contra organizações enquadradas nessa categoria.

Segundo o Departamento de Defesa dos EUA, grupos terroristas são classificados com base em critérios como uso de violência e ameaça ao território americano —além de necessariamente serem organizações estrangeiras.

Com a designação, passam a valer medidas como criminalização de apoio material, bloqueio de recursos e isolamento financeiro das organizações. Segundo o governo americano, integrantes desses grupos podem ser impedidos de entrar nos EUA ou expulsos do país.

Para o analista de instituições financeiras da Austin Rating, Luis Miguel Santacreu, empresas que tenham vínculo com as facções podem sofrer restrições com ferramentas à disposição do governo americano.