Eleições 2026
Em 2016, mais de 46 mil pessoas elegeram Marielle Franco vereadora do Rio de Janeiro. Dez anos depois, sua eleição continua produzindo efeitos que ultrapassam sua trajetória individual e ajudam a responder uma das questões mais urgentes do país: como construir segurança pública sem abrir mão da democracia e do direito à vida.
A retomada da discussão sobre a redução da maioridade penal no Congresso Nacional mostra que esse debate permanece atual. Mais uma vez, o Brasil é colocado diante de uma escolha entre projetos distintos de sociedade. De um lado, a aposta no endurecimento penal, no encarceramento e na ampliação da lógica punitiva como resposta à violência. De outro, a construção de políticas públicas capazes de enfrentar as causas estruturais que alimentam a insegurança, a desigualdade e a exclusão.
Marielle dedicou sua vida política a defender esse segundo caminho.
Sua atuação denunciava a violência de Estado, o racismo estrutural e a ausência de direitos que marcam o cotidiano das periferias do país. Ao mesmo tempo, apontava alternativas concretas. Para ela, segurança pública não poderia ser reduzida à repressão. Era preciso investir em educação, cultura, trabalho, moradia, saúde, participação popular e garantia de direitos.










