Uma pesquisa com 5.569 trabalhadores brasileiros aponta o pensamento crítico como a principal defesa contra a automação de funções. O dado vem do estudo “Relevância Profissional, Inteligência Artificial e Futuro do Trabalho”, da Hashtag Treinamentos, empresa de educação voltada a habilidades práticas para o mercado. Entre os participantes, 66,1% citaram a capacidade de analisar e questionar informações como o principal escudo diante do avanço da tecnologia.
Além disso, a amostra reúne alunos, ex-alunos e pessoas em busca de qualificação dentro da base da própria empresa. A coleta ocorreu em março de 2026, com questionário online de 19 perguntas. Do total, 59,7% trabalham em regime CLT, e ao somar CLT, PJ, autônomos, empreendedores e estatutários, 83,6% exercem alguma atividade remunerada.
Para os responsáveis pelo levantamento, a automação não substitui o trabalho humano, mas redistribui onde ele importa. João Paulo Martins, sócio fundador da Hashtag Treinamentos, afirma: “A tecnologia consegue automatizar tarefas, organizar informações e acelerar processos. Mas pensamento crítico, criatividade, repertório e capacidade de interpretação continuam sendo diferenciais importantes para que a ferramenta gere resultado.”










